Mulher de perito que se matou em Rio Branco prestará depoimento na segunda; briga antecedeu morte

Marcos Dione, do Notícia Imediata

Mulher de perito que se matou em Rio Branco prestará depoimento na segunda; briga antecedeu morte
Publicado em 01/03/2026 às 16:51

Novas informações surgem sobre a trágica morte do perito criminal Anderson Leão, encontrado sem vida neste sábado (28) sob a Terceira Ponte, em Rio Branco. O profissional teria tido uma discussão com a esposa momentos antes do ocorrido. O caso, que chocou a segurança pública do Acre, ganha novos contornos com a revelação da dinâmica que precedeu o fato.

Durante o desentendimento familiar, Anderson teria tomado atitudes que agora são interpretadas como sinais de despedida. Ele retirou a aliança do dedo e a deixou na residência, juntamente com seu aparelho celular. Antes de sair, o perito teria feito um pedido específico à esposa: que ela cuidasse dos dois filhos do casal, o que reforça a principal linha de investigação de que o ato foi premeditado.

Após deixar o imóvel, Anderson solicitou um transporte por aplicativo, indicando como destino final a região próxima à Terceira Ponte. Relatos colhidos pela polícia indicam que ele desceu o barranco do Rio Acre sozinho. O corpo foi posteriormente localizado sob a estrutura da ponte, apresentando um ferimento por arma de fogo na região da boca, em uma área onde pescadores realizavam suas atividades nas proximidades.

Para esclarecer os detalhes dessa cronologia e entender o estado emocional da vítima, a Polícia Civil convocou a ex-mulher do perito para prestar depoimento oficial. A oitiva está marcada para ocorrer nesta segunda-feira, sendo considerada peça fundamental para o inquérito que apura as circunstâncias da morte. O depoimento deve confirmar se houve, de fato, a entrega de pertences e as palavras finais relatadas inicialmente.

O clima no Instituto Médico Legal (IML), onde Anderson trabalhava, permanece de profunda consternação. Amigos e colegas de profissão aguardam o desenrolar das investigações para compreender o que teria levado um perito experiente a tal extremidade. A investigação segue sob sigilo em determinados pontos, mas a polícia busca agora cruzar as informações do motorista de aplicativo com os relatos da família para fechar o cerco sobre os últimos momentos de vida do servidor.

A morte de Anderson Leão reacende o debate sobre a pressão psicológica enfrentada por agentes da segurança pública no estado. Enquanto a perícia conclui os laudos técnicos, a sociedade e os órgãos de controle aguardam o depoimento de segunda-feira, que poderá confirmar a tese de suicídio ou trazer novos elementos à tona. O Portal Notícia Imediata segue acompanhando o caso e reforça a importância da rede de apoio à saúde mental para profissionais da área.