Cadê o povo? ato bolsonarista de João Marcos Luz em Rio Branco registra adesão zero

Marcos Dione, do Notícia Imediata

Cadê o povo? ato bolsonarista de João Marcos Luz em Rio Branco registra adesão zero
Publicado em 01/03/2026 às 15:51

A tentativa de mobilização bolsonarista em Rio Branco, ocorrida neste domingo (1º), registrou um cenário de esvaziamento que beirou o isolamento político. O ato, que visava demonstrar a força da direita na capital, não conseguiu atrair o público esperado, resultando em uma concentração pífia. O que deveria ser uma demonstração de apoio à gestão de Tião Bocalom (PL) acabou evidenciando um nítido desgaste na capacidade de mobilização do grupo no estado.

O ponto mais crítico do evento foi o abandono sofrido pelo próprio organizador, o Secretário de Assistência Social (SASDH), João Marcos Luz. Embora ele tenha comparecido ao local para sustentar a convocação que ele mesmo fez, Luz se viu praticamente sozinho. O esvaziamento foi tão acentuado que nem mesmo seus assessores diretos e cargos de confiança ligados à Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos deram as caras para prestar apoio ao chefe.

A ausência em massa dos assessores da SASDH foi interpretada nos bastidores políticos como um “motim silencioso” ou uma falta de liderança interna do secretário. Quando uma autoridade convoca um ato político e sua própria equipe de gabinete e assessoria técnica o deixa desamparado em praça pública, a mensagem enviada é de desarticulação e fragilidade. Para os observadores, se nem quem trabalha diretamente com João Marcos Luz acredita na mobilização, dificilmente o cidadão comum se sentiria motivado a participar.

Nas redes sociais e grupos de política, a imagem de João Marcos Luz isolado no ato virou combustível para a oposição e motivo de piada. Aliados de Bocalom, que em outros tempos lotavam as ruas, parecem ter ignorado o chamado, expondo uma racha na base governista. A falta de prestígio do secretário junto aos seus próprios subordinados levanta questionamentos sobre a coesão da pasta que lida com as demandas sociais mais sensíveis de Rio Branco.

O episódio deixa o secretário em uma posição de extrema vulnerabilidade perante o prefeito Tião Bocalom. O fracasso de público e o “gelo” dado pela própria assessoria sugerem que a influência de João Marcos Luz está em queda livre. Agora, o Palácio Vermelho terá que avaliar se o custo político de manter um secretário que não consegue mobilizar nem a própria equipe vale o desgaste de imagem que o fiasco deste domingo trouxe para a gestão municipal.