Portas fechadas: após veto do PL, PT também rejeita o bolsonarista Tião Bocalom
Redação Notícia Imediata

O cenário político para o atual prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, sofreu uma reviravolta dramática nesta sexta-feira (27). Após ter sua pretensão de candidatura ao Governo do Estado vetada pelo seu próprio partido, o PL, Bocalom viu mais uma porta se fechar de forma contundente. O Partido dos Trabalhadores (PT) declarou publicamente que não há espaço para o gestor em suas fileiras, consolidando um isolamento político inesperado para o líder bolsonarista na capital acreana.
O anúncio oficial da rejeição partiu do presidente do diretório municipal do PT e vereador, André Kamai. Em uma fala incisiva, Kamai descartou qualquer possibilidade de diálogo ou aliança com o prefeito, afirmando categoricamente que Bocalom “não é bem-vindo” na sigla. A declaração sela a distância ideológica intransponível entre o projeto político do atual prefeito e as diretrizes defendidas pelos petistas no estado, que historicamente ocupam campos opostos.
A decisão do PT ocorre em um momento de fragilidade para Bocalom, que buscava alternativas após o PL sinalizar que não daria legenda para sua disputa ao Palácio Rio Branco. O veto do partido de Jair Bolsonaro já havia sido um golpe duro nas aspirações do prefeito, que agora se vê em um “labirinto” partidário. Sem o apoio da direita radical e sumariamente rejeitado pela esquerda, o gestor enfrenta dificuldades para viabilizar um palanque competitivo para o próximo pleito.
Nos bastidores, a fala de André Kamai é lida como uma resposta estratégica para evitar que qualquer rumor de aproximação ganhasse corpo entre os militantes. Ao fechar as portas de forma tão pública, o PT reforça sua identidade de oposição à gestão municipal e ao bolsonarismo, deixando claro que não pretende servir de “plano B” para figuras políticas que não partilham de seu alinhamento programático, independentemente da viabilidade eleitoral que possam apresentar.
Com as duas maiores forças antagônicas do espectro político negando abrigo às suas pretensões majoritárias, Tião Bocalom entra em um período de incertezas. O isolamento imposto tanto pelo PL quanto pelo PT força o prefeito a recalcular sua rota política, restando-lhe agora buscar legendas de menor expressão ou tentar uma difícil reconciliação com a cúpula de seu atual partido, caso ainda pretenda figurar na disputa pelo governo estadual.
