Falta de apoio para chapa de federais deve empurrar PSDB para os braços de Bocalom, diz jornal

Redação Notícia Imediata

Falta de apoio para chapa de federais deve empurrar PSDB para os braços de Bocalom, diz jornal
Publicado em 26/02/2026 às 16:12

A aliança entre o PSDB e a base do governador Gladson Cameli e da vice Mailza Assis enfrenta um impasse decisivo para as eleições de 2026. A permanência dos tucanos no grupo governista estava condicionada ao apoio do Palácio Rio Branco à sua chapa de deputados federais. No entanto, o ContilNet apurou que esse respaldo não virá, uma vez que a prioridade absoluta do governo é o fortalecimento da federação formada por Progressistas (PP), União Brasil e MDB, deixando o PSDB fora do planejamento estratégico principal.

Fontes ligadas ao grupo de Mailza Assis confirmaram que a base não possui nomes suficientes para pulverizar o apoio em diversas frentes. “Para federal não terá apoio. Não temos nomes para lançar três ou quatro chapas”, afirmou uma figura influente do governo. Diante dessa negativa, o cenário político sofre uma reviravolta: o PSDB deve abrir as portas definitivamente para o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, que planeja disputar o Governo do Estado pela sigla, trazendo consigo uma chapa robusta de candidatos à Câmara Federal.

Bocalom, que já cumpre agenda em Brasília, iniciou tratativas diretas com o presidente nacional do partido, Aécio Neves. O prefeito declarou que sua prioridade é justamente fortalecer o grupo de candidatos a deputados federais, inclusive remanejando lideranças de seu secretariado para encorpar a disputa. “Estamos conversando”, resumiu o político, sinalizando que a migração para o ninho tucano é uma estratégia para viabilizar um projeto de oposição ou de independência em relação ao atual grupo governista.

A iminente chegada de Bocalom gera incerteza sobre o futuro de aliados históricos de Gladson Cameli que ainda estão no PSDB. Nomes como Minoru Kinpara, presidente da Fundação Elias Mansour, e o deputado estadual Pedro Longo — ambos com pretensões de disputar cadeiras em Brasília — encontram-se em uma encruzilhada política. Caso o partido mude de comando e de lado, a permanência dessas figuras na sigla torna-se insustentável, dada a fidelidade que mantêm ao atual governo estadual.

Nos bastidores da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o clima é de especulação sobre o destino desses quadros. Rumores apontam que o MDB surge como uma alternativa viável tanto para Kinpara quanto para Longo, permitindo que permaneçam no arco de alianças de Cameli e Mailza. Contudo, até o momento, nenhum dos envolvidos se manifestou oficialmente sobre a troca de legenda, aguardando as definições nacionais que selarão o destino do PSDB no Acre.

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