Com quatro casos de Monkeypox confirmados em Porto Velho, acreanos temem avanço do vírus pela BR-364
Redação Notícia Imediata

A confirmação de quatro casos de Monkeypox em Porto Velho acendeu um sinal de alerta e já assusta os acreanos, devido à intensa circulação de pessoas pela BR-364, que liga o Acre ao estado vizinho. A Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau) oficializou os registros após seis notificações na capital, onde quatro pacientes testaram positivo para o vírus e dois tiveram o diagnóstico descartado, colocando as autoridades sanitárias da região Norte em estado de vigilância.
O medo de uma nova disseminação viral ganha força entre a população do Acre, que compartilha não apenas a fronteira, mas também serviços de saúde e logística com Rondônia. Os pacientes confirmados foram atendidos no Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemtron), onde passaram por avaliações rigorosas e foram colocados em isolamento imediato. A Sesau busca tranquilizar a comunidade informando que os protocolos de contenção estão sendo seguidos para evitar que o surto local se transforme em uma transmissão regional.
O que mais gera apreensão é a natureza dos sintomas e a facilidade de contágio da Monkeypox, uma zoonose viral transmitida pelo contato direto com pessoas infectadas ou materiais contaminados. De acordo com o Ministério da Saúde, o vírus pode permanecer em incubação por até 21 dias antes de manifestar os primeiros sinais, o que dificulta o controle imediato em áreas de grande fluxo migratório e comercial, como a divisa entre os dois estados.
Os sinais da doença incluem febre súbita, dores intensas no corpo, fraqueza e o inchaço dos linfonodos, mas são as erupções cutâneas que mais causam impacto visual e preocupação. Essas lesões evoluem de manchas planas para bolhas preenchidas com líquido amarelado que podem se espalhar pelo rosto, mãos, pés e mucosas. A pessoa infectada permanece transmitindo o vírus até que as crostas das feridas sequem e caiam totalmente, exigindo um isolamento rigoroso.
Em Rio Branco e cidades do interior do Acre, o clima é de atenção redobrada, com especialistas reforçando a necessidade de observar qualquer alteração na pele após viagens à capital rondoniense. Recentemente, um caso suspeito em uma unidade infantil em Porto Velho chegou a ser notificado, mas foi descartado após o diagnóstico confirmar tratar-se apenas de varicela, o que serviu para ilustrar a alta sensibilidade do sistema de vigilância neste momento de tensão.
As autoridades recomendam que, diante de febre e aparecimento de feridas inexplicáveis, a população procure imediatamente as unidades de saúde e evite o contato com outras pessoas. A integração entre as secretarias de saúde do Acre e de Rondônia é considerada fundamental para monitorar possíveis casos que possam cruzar a fronteira, garantindo que o avanço da Monkeypox seja contido antes de sobrecarregar o sistema público de saúde acreano.
