Motociclista sem CNH que causou morte de pastor no Calafate é solto em audiência de custódia

Marcos Dione, do Notícia Imediata

Motociclista sem CNH que causou morte de pastor no Calafate é solto em audiência de custódia
Publicado em 18/02/2026 às 18:09

A Justiça do Acre concedeu liberdade provisória a Bruno Eduardo Lima da Silva, de 18 anos, condutor da motocicleta envolvida no atropelamento fatal do pastor Leonildo Ferreira de Souza, de 65 anos. A decisão foi proferida pelo juiz da Vara Estadual das Garantias durante audiência de custódia realizada no Fórum Criminal de Rio Branco. A informação sobre a soltura do jovem foi confirmada nesta quarta-feira, 18 de fevereiro.

O trágico acidente aconteceu na manhã do último domingo, na Estrada do Calafate. De acordo com os levantamentos feitos no local, a vítima, que era pastor da Igreja Assembleia de Deus, havia acabado de sair de um culto. Ao tentar atravessar a via, Leonildo foi atingido pela motocicleta conduzida por Bruno Eduardo, não resistindo aos ferimentos.

O jovem foi detido pela polícia ainda na manhã do ocorrido, logo após o acidente. Durante a abordagem, as autoridades constataram que Bruno Eduardo não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o que agravou a situação perante as leis de trânsito. Ele foi encaminhado à delegacia e indiciado por homicídio culposo, crime onde se entende que não houve a intenção deliberada de tirar a vida da vítima.

Embora a decisão judicial tenha garantido o direito do acusado de responder ao processo em liberdade, os fundamentos jurídicos específicos adotados pelo magistrado não foram detalhados pelo Tribunal de Justiça do Acre. A liberdade provisória costuma ser concedida quando a Justiça entende que o réu não representa risco imediato ao processo ou à ordem pública.

Apesar da soltura, Bruno Eduardo terá que cumprir rigorosas medidas cautelares impostas pelo Judiciário. Os detalhes dessas restrições não foram divulgados à imprensa, mas geralmente incluem obrigações como o comparecimento periódico em juízo e a proibição de se ausentar da comarca sem autorização prévia.

O caso agora entra em uma fase decisiva para a investigação policial. A Polícia Civil possui o prazo legal de 10 dias para finalizar o inquérito que apura todas as circunstâncias do atropelamento. Após esse período, o relatório final será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se oferece denúncia formal contra o jovem motociclista.