Polícia Federal deflagra nova operação no Acre contra lavagem de dinheiro e bloqueia R$ 108 milhões

Redação Notícia Imediata

Polícia Federal deflagra nova operação no Acre contra lavagem de dinheiro e bloqueia R$ 108 milhões
Publicado em 11/02/2026 às 12:06

A Polícia Federal deflagrou, nas primeiras horas desta quarta-feira (11), a Operação Purgare. A ação tem como objetivo central desarticular um grupo criminoso especializado em crimes de tráfico interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com ramificações em diversos estados brasileiros.

As investigações que deram origem à operação começaram após a polícia identificar uma rede logística responsável pelo envio de grandes cargas de entorpecentes. O foco principal do grupo era a distribuição de cocaína, que partia da região Norte com destino estratégico para estados das regiões Nordeste e Sudeste do país.

Um ponto determinante para o avanço do inquérito foi a apreensão de um carregamento contendo 60 kg de cocaína. Através dessa apreensão, o trabalho de inteligência policial conseguiu vincular a droga diretamente aos integrantes da organização, mapeando a estrutura hierárquica e o modus operandi dos envolvidos.

Além do tráfico de substâncias ilícitas, os investigadores descobriram um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro. Estima-se que o grupo tenha movimentado valores superiores a R$ 108 milhões, utilizando-se de táticas complexas para integrar o capital de origem criminosa à economia formal de forma aparentemente lícita.

Para ocultar o rastro do dinheiro, a organização empregava “laranjas” — interpostas pessoas físicas e jurídicas. O sistema financeiro nacional era utilizado intensamente através de diversas contas e empresas de fachada, o que exigiu uma análise minuciosa dos fluxos bancários por parte das autoridades federais.

A operação foi autorizada pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas de Rio Branco, no Acre, e mobilizou agentes em várias frentes. O cerco policial ocorreu simultaneamente em cinco cidades: Cruzeiro do Sul e Rio Branco (AC), Santarém (PA), Maceió (AL) e Ribeirão das Neves (MG).

No balanço final da ofensiva, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e 7 mandados de prisão preventiva. Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro de três imóveis, a apreensão de 14 automóveis e o bloqueio judicial de contas bancárias até o limite de R$ 108 milhões, visando descapitalizar o crime organizado.