Terceirizados da Saúde denunciam que empresa New Times não paga salários há dois meses e apelam ao governador

Redação Notícia Imediata

Terceirizados da Saúde denunciam que empresa New Times não paga salários há dois meses e apelam ao governador
Publicado em 27/01/2026 às 14:56

Trabalhadores da saúde vinculados à empresa New Times, em Cruzeiro do Sul, lançaram um apelo dramático ao governador Gladson Cameli devido ao atraso de dois meses em seus salários. O grupo, que atua em unidades estratégicas como o Centro de Dermatologia, a UPA e a Maternidade do município, relata viver momentos de extrema dificuldade financeira. Segundo os relatos, a falta de pagamento atinge diretamente pais e mães de família que dependem exclusivamente desses recursos para a sobrevivência básica.

O cenário descrito pelos funcionários é de desespero e indignação acumulada. Muitos trabalhadores enfrentam o vencimento de aluguéis e contas básicas, além da dificuldade para alimentar seus filhos. Um dos depoimentos mais fortes vem de um servidor que, pai de cinco crianças, manifestou a angústia de não possuir condições financeiras para adquirir o material escolar para o início das aulas, transformando o exercício da profissão em um “grito de socorro” diante da precariedade doméstica.

Mesmo sem a contrapartida financeira, os profissionais afirmam que não houve interrupção nos serviços prestados à população. Os plantões seguem sendo cumpridos com responsabilidade técnica e compromisso, sob a esperança — até agora frustrada — de que o repasse fosse regularizado. A categoria reforça que o cumprimento do dever nunca foi negligenciado, mas que a paciência atingiu o limite diante da necessidade de garantir o mínimo para suas famílias.

O pedido central é por respeito e justiça, reforçando que o salário é um direito garantido por lei e não um favor institucional. Os trabalhadores buscam sensibilizar o governo do Estado para que intervenha junto à empresa terceirizada New Times, garantindo a quitação dos débitos acumulados. O sentimento de revolta é potencializado pela incerteza sobre quando os valores serão depositados, enquanto as despesas diárias continuam a se acumular.

A mobilização agora busca ganhar força nas redes sociais para pressionar por uma solução imediata por parte da Secretaria de Saúde e do Governo do Estado. Os profissionais esperam que o apelo público acelere o fluxo de pagamentos, permitindo que voltem a focar exclusivamente no atendimento aos pacientes sem o peso da insegurança alimentar e financeira que hoje assombra as casas dos trabalhadores da saúde no Juruá.

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