Absurdo: juíz tenta gravar ônibus sucateado da Ricco quebrado e é agredido por motorista

Redação Notícia Imediata

Absurdo: juíz tenta gravar ônibus sucateado da Ricco quebrado e é agredido por motorista
Publicado em 31/12/2025 às 23:06

O juiz aposentado Ednaldo Muniz, conhecido recentemente por suas críticas contundentes à gestão do transporte público em Rio Branco, foi vítima de uma agressão física na noite desta quarta-feira (31). O incidente ocorreu por volta das 20h20, no exato momento em que o magistrado realizava uma transmissão ao vivo para interagir com seus seguidores. A live registrou o início da abordagem e o clima de tensão que precedeu a interrupção abrupta das imagens.

Nas imagens gravadas, é possível observar o momento em que um motorista de ônibus se aproxima de Ednaldo de forma extremamente alterada. O homem inicia uma discussão ríspida, questionando as posturas do juiz, que mantinha a câmera ligada. Segundo relatos e a análise do vídeo, a situação escalou rapidamente para a violência física, resultando na queda de Ednaldo ao chão e no encerramento forçado da transmissão digital.

A motivação do ataque parece estar ligada ao ativismo político e social que o juiz vinha exercendo na capital acreana. Ednaldo ganhou notoriedade ao denunciar a precariedade das frotas de ônibus e, de forma satírica, tentar entregar um “troféu Pinóquio” ao prefeito Tião Bocalom, em protesto contra as promessas não cumpridas pela atual gestão municipal no setor de mobilidade urbana.

Antes do episódio de agressão, o magistrado já vinha sendo alvo de uma série de ataques virtuais. Ednaldo relatou ter recebido inúmeras mensagens hostis e ameaçadoras de supostos apoiadores do prefeito Bocalom, intensificadas após suas fiscalizações nos terminais de integração. O clima de polarização em torno das críticas à prefeitura culminou no confronto físico registrado nesta quarta-feira.

Até o momento, as autoridades locais e a equipe do prefeito não se pronunciaram oficialmente sobre o ocorrido. O caso deve ser encaminhado à delegacia de polícia para identificação formal do agressor e apuração das responsabilidades criminais. O episódio levanta um alerta sobre a segurança de cidadãos que utilizam as redes sociais como ferramenta de fiscalização do poder público no Acre.