Pane na Caixa: nova queda de sistema gera revolta e denúncias de descaso nesta segunda
Marcos Dione, do Notícia Imediata

A manhã desta segunda-feira (22) começou com transtornos e muita indignação para quem buscou atendimento nas agências da Caixa Econômica Federal. Logo cedo, as portas da agência da Avenida Brasil, no Centro de Rio Branco, foram tomadas por filas quilométricas, mas a resposta recebida pelos vigilantes e funcionários foi a mesma de sempre: o sistema está fora do ar. Sem previsão de retorno, centenas de pessoas ficaram impossibilitadas de realizar operações básicas, como saques de benefícios e pagamentos de contas.
A situação, que já é recorrente, ganhou um tom mais grave com o desabafo dos correntistas que aguardavam no local. Entre os presentes, a suspeita é de que a falha técnica não seja apenas um problema de rede, mas uma estratégia deliberada da agência para lidar com o excesso de público. A revolta tomou conta de quem depende do banco para garantir o sustento da família e se deparou com as portas virtualmente fechadas.
Um dos relatos mais contundentes veio de um morador da região que frequenta a unidade com regularidade. Segundo ele, pessoas que convivem no entorno afirmam que a “queda do sistema” acontece coincidentemente nos dias em que a agência está mais lotada. “Eles fazem isso quando a Caixa está cheia, falam que está sem sistema que é para o povo ir embora. Parece que não querem trabalhar”, disparou o cidadão sob o olhar de concordância de outros usuários.
A denúncia ganhou ainda mais força com o depoimento de um popular que alegou ter conversado com alguém de dentro da própria unidade. Segundo o relato, um rapaz que trabalha no local teria confirmado que a interrupção dos serviços é usada como manobra para dispersar a multidão em dias de pico. “O rapaz que trabalha aqui confessou que é o jeito que eles dão para esvaziar a agência quando não dão conta”, afirmou a testemunha, visivelmente frustrada com o descaso.
O impacto dessa paralisia atinge em cheio a parcela da população que não tem acesso ou facilidade com o uso de aplicativos de celular. Idosos, beneficiários de programas sociais e trabalhadores que precisam de serviços específicos de balcão são obrigados a gastar tempo e dinheiro de transporte para, no fim, retornar para casa de mãos vazias e sem nenhuma solução concreta por parte da gerência.
