Permissionários fecham Terminal Urbano de Rio Branco contra privatização e abandono de mercados públicos

Redação Notícia Imediata

Permissionários fecham Terminal Urbano de Rio Branco contra privatização e abandono de mercados públicos
Publicado em 16/12/2025 às 8:24

Permissionários dos mercados Aziz Abucater e Elias Mansour fecharam o Terminal Urbano de Rio Branco na manhã desta terça-feira (16), em um protesto que paralisou o transporte coletivo e gerou caos na mobilidade urbana da capital. O movimento é uma cobrança direta à Prefeitura, exigindo melhorias estruturais urgentes para o Mercado Aziz Abucater, que opera em condições precárias, e a entrega imediata do novo Mercado Elias Mansour, uma obra que se arrasta há vários meses e prejudica o planejamento dos comerciantes. A paralisação teve como palco o principal ponto de integração de ônibus da cidade, causando grande transtorno à população usuária do transporte público.

A principal motivação por trás da manifestação é o repúdio à recente aprovação de um projeto de lei, enviado pelo prefeito Tião Bocalom (PL) e aprovado pela Câmara na semana passada, que autoriza a privatização ou concessão dos mercados públicos municipais. Os permissionários temem que a medida retire o caráter social e popular dos espaços, resultando em um aumento drástico dos custos operacionais e inviabilizando a permanência de pequenos comerciantes, em favor de grandes empresas ou grupos privados. Eles alegam que, em vez de privatizar, a prefeitura deveria focar em gerir e manter os espaços de forma adequada.

O fechamento do Terminal Urbano, uma ação de alto impacto, foi escolhido pelos manifestantes como forma de chamar a atenção para a gravidade da situação. A interrupção total das linhas de ônibus forçou milhares de trabalhadores e estudantes a buscar alternativas de locomoção, gerando longas caminhadas e gastos não planejados. A Polícia Militar foi acionada para tentar mediar o conflito, mas os líderes do protesto afirmaram que só liberariam o terminal mediante a abertura de um canal de diálogo com a prefeitura e um compromisso formal em relação às suas pautas.

Os comerciantes deixam claro que a luta é pela sobrevivência de seus negócios e pela manutenção dos mercados como espaços populares de abastecimento. A expectativa é que o Executivo Municipal se posicione rapidamente, oferecendo soluções concretas tanto para as demandas estruturais dos mercados quanto para a suspensão do processo de privatização. O protesto desta terça-feira (16) marca um momento de escalada na tensão entre a gestão municipal e a classe permissionária de Rio Branco.