Violência sem fim: AHAC lembra vidas ceifadas por LGBTfobia no Acre
Marcos Dione, do Notícia Imediata

A Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 77 anos nesta quarta-feira (10) e a Associação de Homossexuais do Acre (AHAC) aproveita a data para reforçar que os princípios de dignidade, igualdade e respeito ainda não alcançam todas as pessoas. Para a entidade, o momento é de memória, luta e resistência, especialmente diante da realidade enfrentada pela população LGBTQIA+ no estado.
A AHAC relembra as pessoas LGBTQIA+ que perderam a vida nos últimos anos no Acre, vítimas de violência motivada por homofobia e transfobia. Muitos desses casos ganharam repercussão na imprensa e deixaram famílias, amigos e comunidades inteiras em luto.
“São histórias que foram interrompidas de forma brutal, vidas que deveriam estar aqui celebrando conosco”, destaca a associação.
De acordo com a entidade, 19 pessoas LGBTQIA+ foram assassinadas no Acre:
- Adriano Araújo Lima
- Aldemir Pereira de Andrade
- Ana Hickmann
- Elioney Linhares
- Francisco Dantas
- Gisalda Pereira da Costa
- Jerremilson de Sousa Damasceno
- Joseh Alexandre Leite Leitão
- José Alciney Campos de Souza
- Nilberto Monteiro
- Raimundo de Oliveira Teodoro
- Raimundo Nonato do N. Silva
- Ranys de Araújo Sampaio
- Rayssa Soares da Silva
- Suelmo de Oliveira Lima
- Uedson Valentim de Araújo
- Wesley Aguiar
- Wilian Aquino do Nascimento
- Fernanda Machado
A associação alerta que o número pode ser ainda maior. Muitos crimes não são registrados como LGBTfobia e diversos casos sequer chegam ao conhecimento público por falta de denúncia ou investigação adequada.
Para a AHAC, isso evidencia a subnotificação e a invisibilidade que ainda marcam a violência contra pessoas LGBTQIA+ no Acre.
Além dos homicídios, a entidade ressalta que a violência se manifesta de várias outras formas: agressões, ameaças, discriminações, expulsões familiares e exclusão social.
“Cada nome representa um alerta para a urgência de políticas públicas de enfrentamento à LGBTfobia”, afirma a associação.
No aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a AHAC reforça que a defesa da vida e da dignidade deve ser compromisso permanente. “Lembrar essas vítimas é honrar suas memórias e reafirmar nossa luta por direitos, proteção e justiça”, conclui a entidade.
