Deputado bolsonarista do Acre volta a atacar o STF e pode acabar sendo enquadrado por ataques às instituições
Marcos Dione, do Notícia Imediata

O deputado federal Coronel Ulysses (União Brasil–AC), aliado do bolsonarismo, voltou a protagonizar mais um ataque direto ao Supremo Tribunal Federal (STF) ao criticar uma decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar acusou o ministro de promover “blindagem vergonhosa” e classificou a medida como “um atentado à democracia”.
A declaração, de forte tom ofensivo, reacende o debate sobre ataques às instituições e o limite da imunidade parlamentar. Juristas e analistas políticos alertam que, dependendo do entendimento do STF e da Procuradoria-Geral da República, Ulysses pode acabar sendo responsabilizado por incitação contra o Supremo ou por declarações que ultrapassem o escopo do mandato.
Em sua fala, o deputado afirmou que o Brasil estaria sofrendo nova interferência indevida do Judiciário sobre o Legislativo. Ele ainda atacou o Senado, dizendo que a Casa estaria “de joelhos, envergonhada” por não enfrentar o Supremo.
“O poder que legisla é o Congresso. Hoje o Brasil foi aviltado pela decisão do ministro Gilmar Mendes. O Senado deveria colocar o STF no seu devido lugar, mas age de forma covarde e omissa”, disparou.
Nos bastidores de Brasília, o tom adotado pelo deputado chamou atenção. A escalada de ataques de parlamentares alinhados ao bolsonarismo ao STF já resultou em medidas duras por parte da Corte nos últimos anos — incluindo prisões, buscas e apreensões e inquéritos por incitação a atos antidemocráticos.
