Sob gestão de Bocalom, Rio Branco continua entre as piores cidades do país em saneamento básico
Redação Notícia Imediata

O 17º Ranking de Saneamento, divulgado pelo Instituto Trata Brasil (ITB) em julho, mostrou que Rio Branco permanece entre as cidades com os piores índices de saneamento básico do Brasil. A capital acreana, sob a gestão do prefeito Tião Bocalom (PL), segue ocupando as últimas posições entre os 100 municípios mais populosos avaliados no levantamento.
O estudo indica que o investimento ideal por habitante deveria ser de R$ 223,82 por ano. No Acre, entretanto, o valor aplicado está bem abaixo da média nacional, o que reforça a dificuldade histórica do estado em avançar nessa área. Apesar de estar localizada em uma região que abriga a maior bacia hidrográfica do mundo, Rio Branco não conseguiu transformar essa vantagem natural em melhorias efetivas para a população.
A falta de saneamento traz impactos diretos na saúde pública, já que a ausência de coleta e tratamento adequados aumenta o risco de doenças, além de gerar prejuízos econômicos e ambientais. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que cada real investido em saneamento pode resultar em uma economia até cinco vezes maior nos gastos com saúde.
Como resposta ao cenário negativo, a Prefeitura de Rio Branco anunciou a criação de câmaras técnicas no Conselho de Saneamento, responsáveis por elaborar um cronograma de ações. No entanto, especialistas avaliam que as medidas ainda não são suficientes para reverter os números alarmantes.
Com isso, Rio Branco continua entre as cidades mais atrasadas do país no setor, revelando que, mesmo sob a atual administração, o saneamento básico permanece como uma das maiores dívidas sociais da capital acreana.
