Baixa cobertura vacinal faz Acre registrar novo aumento no números de mortes por covid-19 e dengue

Redação Notícia Imediata

Baixa cobertura vacinal faz Acre registrar novo aumento no números de mortes por covid-19 e dengue
Foto: Dhárcules Pinheiro
Publicado em 26/08/2025 às 16:20

O Acre voltou a registrar aumento nas mortes por covid-19 em 2025, superando os números do ano passado. Segundo a Vigilância Epidemiológica, 33 pessoas já perderam a vida neste ano em decorrência da doença, um cenário que acende alerta diante da baixa adesão às vacinas.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, Rio Branco contabilizou 7 óbitos e o interior concentrou 26, totalizando 33 mortes. Em 2024, foram 14 óbitos e 3.553 casos confirmados. A maior parte das vítimas atuais era de idosos com comorbidades.

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) reconhece que o estado não conseguiu atingir a meta mínima de 95% de cobertura vacinal contra a Covid-19 em crianças menores de 1 ano, falha que se repetiu em todos os municípios acreanos. A baixa procura também se repete na vacina contra a dengue, aplicada em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

No primeiro semestre de 2025, o Acre já havia registrado 15 mortes por Covid-19 em apenas cinco semanas. A distribuição foi a seguinte: Rio Branco (4), Cruzeiro do Sul (3), Feijó e Tarauacá (2 cada), Assis Brasil, Xapuri, Capixaba e Marechal Thaumaturgo (1 cada).

Em relação à vacinação contra a Covid-19, os números seguem preocupantes:

  • 1ª dose: 712.845 pessoas vacinadas;
  • 2ª dose de reforço: 597.447;
  • 3ª dose: apenas 5.852 pessoas;
  • Dose de reforço: 297.939;
  • Dose adicional: 22.653;
  • Dose única: 18.550.

Além da Covid-19, o Acre enfrenta a escalada da dengue. Até julho, já eram 8.059 casos confirmados e três mortes por dengue hemorrágica. A capital Rio Branco registrou 3.468 casos e um óbito, Cruzeiro do Sul somou 2.381 casos e um óbito, enquanto Tarauacá confirmou 446 casos e também uma morte.

O cenário demonstra que a combinação de baixa cobertura vacinal e alta circulação viral expõe a população a um risco ainda maior, principalmente os grupos mais vulneráveis. Especialistas reforçam que a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de reduzir hospitalizações e mortes por doenças evitáveis.