Jornalistas foram agredidos e humilhados ao tentarem cobrir show de Zezé Di Camargo & Luciano na ExpoAcre

Redação Notícia Imediata

Jornalistas foram agredidos e humilhados ao tentarem cobrir show de Zezé Di Camargo & Luciano na ExpoAcre
Publicado em 29/07/2025 às 4:50

A noite desta segunda-feira (28), na ExpoAcre 2025, em Rio Branco, foi marcada por uma grave violação à liberdade de imprensa. O repórter David Medeiros, do Portal ac24horas, foi, segundo a direção do jornal, ameaçado e agredido por seguranças ao tentar realizar a cobertura do show da dupla Zezé Di Camargo & Luciano. O episódio causou revolta entre profissionais da comunicação presentes no evento.

Além dele, o fotógrafo Sérgio Vale, um dos fotojornalistas mais premiados do Acre, também foi alvo de hostilidade. Após ter sido autorizado pela própria equipe dos artistas a subir no palco para registrar imagens, Vale foi retirado à força por seguranças, como se fosse um invasor, em uma cena que chocou colegas da imprensa.

Os dois não foram os únicos a sofrer restrições. Diversos repórteres, cinegrafistas e produtores de rádio, TV e sites de notícias independentes foram impedidos de acessar o camarim da dupla sertaneja, área geralmente aberta à imprensa para entrevistas rápidas e registros fotográficos. Apenas profissionais da Rede Amazônica (afiliada da TV Globo), da TV Norte (afiliada do SBT) e influenciadoras do portal ContilNet tiveram acesso liberado.

Até mesmo a secretária de Comunicação do Estado, a jornalista Nayara Lessa, foi barrada pelos seguranças e não conseguiu acessar o camarim. A transmissão do show, que já estaria acertada em contrato entre os artistas e o Governo do Acre, foi proibida pela equipe da dupla sertaneja.

A justificativa apresentada pelos seguranças foi que as ordens partiam da organização do evento. A alegação, no entanto, não foi suficiente para conter a indignação dos jornalistas, que protestaram contra o tratamento discriminatório e o cerceamento da cobertura jornalística.

Os profissionais argumentam que os shows nacionais, custeados com dinheiro público, deveriam permitir o acesso igualitário a todos os veículos de comunicação, garantindo transparência e respeito ao direito à informação.

O caso gerou ampla repercussão nos bastidores da feira agropecuária e levanta questionamentos sobre a condução do evento, que é uma das principais vitrines do governo estadual.