Novo caso Tio Paulo: homem é preso após empurrar corpo do avô morto em cadeira de rodas pelas ruas

Redação Notícia Imediata

Novo caso Tio Paulo: homem é preso após empurrar corpo do avô morto em cadeira de rodas pelas ruas
Publicado em 08/06/2025 às 20:14

Manaus foi palco neste sábado (7) de uma cena chocante que tem sido comparada ao famoso “caso Tio Paulo”, ocorrido no Rio de Janeiro em 2022. Um homem identificado como Rômulo Alves da Costa, de 42 anos, foi preso após ser flagrado empurrando o corpo do próprio avô, José Pequenino da Costa, de 77 anos, em uma cadeira de rodas pelas ruas do Centro da capital.

Segundo a Polícia Civil, Rômulo usava o idoso, já morto, para pedir dinheiro na movimentada Avenida Eduardo Ribeiro, uma das mais tradicionais da cidade. A atitude chamou a atenção de pedestres e comerciantes, que perceberam que o idoso não se movia e aparentava estar sem vida.

Acionada, a 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) esteve no local junto com o Samu, que confirmou o óbito. De acordo com a perícia, a morte não ocorreu no local, e o corpo apresentava sinais de rigidez cadavérica, indicando que o idoso já estava morto havia várias horas. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames.

Rômulo foi preso e encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), onde prestou depoimento. A cena, registrada por vídeos que circulam nas redes sociais, rapidamente ganhou repercussão nacional, sendo apelidada por internautas como o “novo caso Tio Paulo”, em alusão ao episódio em que duas mulheres tentaram sacar um empréstimo usando o cadáver de um idoso em uma cadeira de rodas.

Familiares de José Pequenino foram até a delegacia após tomarem conhecimento do ocorrido. Um parente, que preferiu não se identificar, contou que Rômulo é neto biológico do idoso, mas foi registrado como filho. Ele relatou ainda que Rômulo é usuário de drogas, havia saído recentemente da prisão e era acolhido com frequência pelo avô.

O idoso sofria de problemas nos rins e usava bolsa coletora. Há alguns meses, Rômulo teria dito que o levaria para visitar parentes. Desde então, os familiares não tinham mais notícias do idoso.

As circunstâncias da morte seguem sendo investigadas pela Polícia Civil.

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